
Eu sempre gostei do BBB. Cresci junto com o programa, vi desde o BBB 1, mas foi a partir do BBB 5 que me envolvi mais com o reality criando o blog. BBB é uma das únicas coisas que vejo na TV brasileira.
O envolvimento aconteceu em época de uma edição polêmica: a quinta edição foi caracterizada por dois grupos bem definidos (o do Jean, o do Gê). Um sendo atacado, outro se defendendo. Um sendo ironizado e o outro ironizando.
Com a vitória de Jean, muita coisa mudou na história do BBB. Cada vez mais as pessoas queriam se afastar daquela imagem de participante que o Dr. Gê e seus colegas de grupo tiveram (é claro, Alberto do BBB 7 foi apenas um acidente de percurso), afinal tal imagem foi rechaçada pelo público. E o que se viu a partir de então foram vitoriosos que ganharam devido a um diferencial, não por serem perseguidos (para mim, muito mais interessante assim).
Muito se fala que o BBB é um jogo, muitos dentro do BBB ainda nem conseguem assumir que estão jogando. É jogo sim, mas jogo que precisa levar em consideração os sentimentos dos envolvidos, senão a humanidade dos jogadores se perde. É jogo, mas não de tabuleiro. O oponente não pode encarar os adversários como pecinhas manipuláveis de madeira, jogando daqui pra lá, “comendo”, jogando fora. Eu achei que a décima segunda edição do programa seria uma edição madura, com tais conceitos bem definidos, mas o que se vê é um verdadeiro retrocesso. Voltamos pra quinta edição, é o que parece.
O BBB 12 já começou rodeado de polêmicas. Polêmicas que interferiram diretamente na qualidade da transmissão dos fatos do programa (PPV e Globo.com). O PPV é censurado, e pouco é mostrado. A Globo.com, antes uma das alternativas mais interessantes para quem queria acompanhar o BBB, hoje tem duas câmeras principais: a que mostra o que não é tão interessante, a que mostra o nada.
O que se vê são participantes pouco preparados e pouco carismáticos. Participantes que ignoram os sentimentos alheios e jogam amigos ao paredão, afinal, por que é importante se preocupar com os sentimentos dos adversários – só os seus lhes interessam. Pessoas que por trás fazem comentários sarcásticos, imitam, destacam o pior do adversário, e o pior, que ainda acham estar fazendo um bom jogo e até organizam uma possível final, sem qualquer humildade.
Que decepção! Nunca imaginei que passando de 10 anos de programa, haveriam participantes tão pouco preparados para o reality mais famoso e mais difícil da TV Brasileira. Será que nem sequer cogitam que fazer de uma pessoa ou grupo ‘perseguido’ fortalece tal grupo no Big Brother Brasileiro? Que pode colocar um contra outro do tal grupo no paredão, sempre restará um e o que sobrar tira um por um dos ‘perseguidores’?
Lógica simples, conclusão fácil… Mas que parece correr longe do raciocínio de muita gente nesse Big Brother.
O jogo fica fácil demais de prever e de vencer quando um grupo faz o que a Selva está fazendo com a Praia nesse programa. E o que poderia ser a vitória da simplicidade aliada com a sagacidade de Fael ou da beleza aliada com a coragem e integridade de Jonas vira apenas um joguinho de perseguido e perseguidor, onde o perseguido ganha o final feliz.
Sem graça, como qualquer integrante do Grupo Selva. Nada original, como se tivéssemos voltado no tempo. Esse é o BBB 12 até aqui.
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